domingo, 20 de novembro de 2011

Para nos reconciliar com Deus,

Para nos reconciliar com Deus, é imprescindível um coração arrependido que deseje, acima de tudo, estar em comunhão com o Senhor (veja os comentários sobre Salmo 51 no artigo anterior – Quero Voltar para Deus). Mas o desejo do coração precisa ser demonstrado. É necessário agir para nos aproximar de Deus. Neste artigo, vamos considerar a importância da nossa ação e algumas coisas que precisamos fazer para voltar ao Senhor.
Levantar e Ir
Quando Jesus enfrentou a auto-justiça e falta de compaixão dos fariseus e escribas, ele contou uma série de parábolas sobre perdidos e achados (Lucas 15). Da terceira destas parábolas, geralmente conhecida como a Parábola do Filho Pródigo, aprendemos algumas lições importantes sobre como voltar para a casa do nosso Pai. Nesta história, um filho ingrato pediu a sua herança (enquanto seu pai ainda estava vivo!) e saiu de casa. Gastou o seu dinheiro numa vida de libertinagem e logo se encontrou passando fome numa terra estranha (Lucas 15:11-16). Ele chegou ao fundo do poço, e representa a situação de cada um de nós quando nos entregamos ao pecado. Quando abandonamos o Pai que nos criou e que nos ama e usamos os nossos recursos – tempo, dinheiro, energia, a própria vida – no pecado, fazemos a mesma coisa que o filho rebelde fez. Vivemos desperdiçando no pecado as coisas boas que recebemos do Pai. Reconhecendo ou não a nossa condição espiritual, chegamos ao fundo do poço do pecado.
O filho reconheceu o seu problema, e viu que não era necessário sofrer tanto. Ele lembrou da bondade de seu pai: “ Então, caindo em si, disse: Quantos trabalhadores de meu pai têm pão com fartura, e eu aqui morro de fome!” (Lucas 15:17). Antes de voltar para Deus, precisamos chegar ao ponto de compreender que a vida com ele é muito melhor do que a vida no mundo do pecado. Este entendimento pode vir por meio de sofrimento e conseqüências que o pecado traz na nossa vida, ou pode vir por cansar da futilidade de prazeres que nunca satisfazem as nossas necessidades reais. Antes de voltar para Deus, temos de perceber que estamos afastados dele.
Ele decidiu agir em humildade. Uma vez que encarou o seu problema, o filho se arrependeu; ele decidiu mudar. Disse consigo: “Levantar-me-ei, e irei ter com o meu pai, e lhe direi: Pai, pequei contra o céu e diante de ti; já não sou digno de ser chamado teu filho; trata-me como um dos teus trabalhadores” (Lucas 15:18-19). Nós precisamos da mesma atitude do arrependimento para chegar ao Senhor. Primeiro, decidamos agir – “levantar-me-ei”. Segundo, busquemos a Deus com humildade – ”já não sou digno”. A pessoa que se acha digna e merecedora da salvação jamais chegará a Deus (Romanos 10:3; Efésios 2:8-9).
O filho arrependido agiu, e voltou para o Pai. É importante reconhecer o problema e decidir como agir, mas precisa seguir o plano. Muitas pessoas lamentam sua situação no pecado e até prometem voltar para Deus, mas continuam dia após dia sem fazer nada. O filho rebelde fez o que falou: “E, levantando-se, foi para seu pai. Vinha ele ainda longe, quando seu pai o avistou, e, compadecido dele, correndo, o abraçou, e beijou. E o filho lhe disse: Pai, pequei contra o céu e diante de ti; já não sou digno de ser chamado teu filho” (Lucas 15:20-21). Não é fácil nos humilhar para admitir o nosso pecado e nos entregar à misericórdia de Deus. O orgulho humano luta contra este desejo de nos reconciliar com o Pai. Mas a nossa salvação e a nossa esperança eterna dependem de Deus, e da nossa decisão de nos submeter a ele.
Quando o filho rebelde voltou, ninguém tomou a decisão por ele. Ele não foi induzido ou levado por outros. Este filho tomou a sua própria decisão e se reconciliou com seu pai. Observamos, também, que ninguém impediu a salvação dele. Mesmo o irmão mais velho, que não o aceitou bem, não foi capaz de manter este homem afastado de seu pai. Da mesma forma, a decisão sobre a nossa salvação é nossa. Ninguém nos força a voltarmos para Deus, e ninguém é capaz de impedir a nossa reconciliação com o Pai. Nós decidimos buscar a Deus ou não. Queremos, mais do que qualquer outra coisa, estar em comunhão com Deus?
Duas Situações Diferentes
Quem precisa se reconciliar com Deus? Há duas situações em que precisamos voltar para Deus: ➊ O pecador que nunca se converteu a Cristo, e ➋ O cristão desviado – aquele que começou a andar com Deus e desviou. Vamos ver o que cada pessoa precisa fazer.
O Pecador Que Ainda Não Converteu-se
Jesus enviou os apóstolos ao mundo para pregar a mensagem da reconciliação. “E disse-lhes: Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura” (Marcos 16:15). A palavra que eles falaram e escreveram tinha um propósito fundamental: “Estes, porém, foram registrados para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome” (João 20:31). Para reconciliar-se com Deus, o pecador que ouve a mensagem de Cristo precisa reagir. É necessário:
    ● Crer em Jesus. “De fato, sem fé é impossível agradar a Deus, porquanto é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe e que se torna galardoador dos que o buscam.” (Hebreus 11:6). Jesus disse: “Porque, se não crerdes que EU SOU, morrereis nos vossos pecados” (João 8:24).
    Confessar a fé em Jesus. A fé verdadeira nos leva, naturalmente, à confissão aberta. Paulo escreveu: “Porque com o coração se crê para justiça e com a boca se confessa a respeito da salvação” (Romanos 10:10). Jesus disse: “Portanto, todo aquele que me confessar diante dos homens, também eu o confessarei diante de meu Pai, que está nos céus; mas aquele que me negar diante dos homens, também eu o negarei diante de meu Pai, que está nos céus” (Mateus 10:32-33).
    Arrepender-se dos pecados. Foi o pecado que nos afastou de Deus, e o arrependimento do pecado é uma das condições para nos reconciliar com o Senhor. Jesus disse: “Se, porém, não vos arrependerdes, todos igualmente perecereis” (Lucas 13:3,5). Pedro pregou a mesma mensagem ao povo de Jerusalém: “Arrependei-vos, pois, e convertei-vos para serem cancelados os vossos pecados” (Atos 3:19).
    Ser batizado para remissão dos pecados. Para chegar à comunhão com o Senhor, precisamos ser batizados. Jesus disse: “Quem crer e for batizado será salvo” (Marcos 16:16). Pedro respondeu a pergunta dos judeus perdidos no Dia de Pentecostes com estas instruções: “Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para remissão dos vossos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo” (Atos 2:38). Três dias depois de encontrar Jesus no caminho para Damasco, Saulo permanecia no pecado e precisava do perdão de Deus. Ananias o instruiu: “Levanta-te, recebe o batismo e lava os teus pecados” (Atos 22:16). O mesmo Saulo (mais conhecido como Paulo) afirmou que o batismo é o sepultamento que precede a nova vida (Romanos 6:3-4). Também disse que é pelo batismo que entramos em Cristo (Gálatas 3:27). O próprio Jesus disse que o batismo nos conduz à comunhão com o Pai, o Filho e o Espírito Santo (Mateus 28:19).
O Cristão que se Desviou
Uma boa parte do Novo Testamento foi escrita para ajudar os cristãos manterem-se no caminho do Senhor. Não devemos desviar, mas existe o perigo real de cair na tentação e se afastar novamente de Deus. Pedro disse que é pior para o cristão voltar para o pecado do que nunca ter-se convertido (2 Pedro 2:20-22). Tiago disse: “Meus irmãos, se algum entre vós se desviar da verdade, e alguém o converter, sabei que aquele que converte o pecador do seu caminho errado salvará da morte a alma dele e cobrirá multidão de pecados” (Tiago 5:19-20).
Ese isso acontecer comigo, o que eu preciso fazer? Preciso ser batizado novamente cada vez que tropeço? Não! Veremos o que as Escrituras dizem, usando o exemplo de um discípulo em Samaria que caiu. Simão creu e foi batizado (Atos 8:13) e, em seguida, caiu no pecado. Juntando as informações do caso dele e alguns outros trechos, aprendemos que:
    O pecado do cristão o condena. Pedro disse que Simão estava no “laço da iniqüidade” (Atos 8:23).
    O cristão que peca precisa se arrepender. Pedro lhe disse: “Arrepende-te” (Atos 8:22).
    O discípulo que peca precisa orar e pedir perdão. Pedro disse a Simão: “Roga ao Senhor; talvez te seja perdoado o intento do coração” (Atos 8:22).
    Quando o cristão confessa seus pecados, Deus os perdoa (1 João 1:7 - 2:2).
    Quando temos pecado contra outras pessoas, devemos confessar e pedir perdão a elas (Mateus 18:15-17; Lucas 17:3-4; Tiago 5:16).
Vamos Voltar!
Todos nós pecamos. Deus é misericordioso e quer nos perdoar. Cabe a nós aceitarmos os termos dele para alcançar a bênção da vida eterna na presença do nosso Senhor!

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Onde estão os mortos?

O que acontece conosco quando morremos?
Por que morremos?
Serve de consolo saber a verdade a respeito da morte?
ESSAS são perguntas que as pessoas se fazem há milhares de anos. São perguntas importantes. Independentemente de quem somos ou de onde moramos, as respostas são do interesse de cada um de nós.
2 No capítulo anterior, vimos como o sacrifício de resgate de Jesus Cristo abriu o caminho para a vida eterna. Vimos também que a Bíblia prediz um tempo em que “não haverá mais morte”. (Revelação [Apocalipse] 21:4) Enquanto esse dia não chega, todos nós estamos sujeitos à morte. “Os viventes estão cônscios de que morrerão”, disse o sábio Rei Salomão. (Eclesiastes 9:5) Tentamos viver o máximo de tempo possível. Mesmo assim, nós nos perguntamos o que acontecerá conosco ao morrermos.
3 Quando morre uma pessoa amada, nós lamentamos. E talvez nos perguntemos: ‘O que está acontecendo com ela? Está sofrendo? Está nos observando? Podemos ajudá-la? Será que um dia a veremos de novo?’ As religiões do mundo dão diferentes respostas a essas perguntas. Algumas ensinam que, se você for uma pessoa boa, irá para o céu; mas, se for uma pessoa má, queimará num lugar de tormento. Outras religiões ensinam que, na morte, a pessoa passa para o domínio espiritual a fim de se juntar aos seus antepassados. Ainda outras ensinam que os mortos vão para um outro mundo, para serem julgados, e depois reencarnam, ou nascem de novo num outro corpo.
4 Todos esses ensinos religiosos baseiam-se num conceito básico — de que alguma parte de nós sobrevive à morte do corpo físico. De acordo com quase todas as religiões, antigas e atuais, nós de algum modo continuamos vivos para sempre com a capacidade de ver, ouvir e pensar. Mas como isso é possível? Os nossos sentidos e os nossos pensamentos estão todos ligados ao funcionamento do cérebro. Na morte, o cérebro pára de funcionar. As nossas recordações, sentimentos e sentidos não continuam a funcionar de modo independente, de alguma maneira misteriosa. Eles não sobrevivem à destruição do cérebro.

O QUE REALMENTE ACONTECE NA MORTE?

Vela apagada Para onde foi a chama?
5 O que acontece na morte não é mistério para Jeová, o Criador do cérebro. Ele sabe a verdade e, na sua Palavra, a Bíblia, ele explica a condição dos mortos. O ensino claro da Bíblia é: quando uma pessoa morre, ela deixa de existir. A morte é o oposto da vida. Os mortos não vêem, não ouvem nem pensam. Nenhuma parte de nós sobrevive à morte do corpo. Nós não possuímos uma alma ou espírito imortal.*
6 Depois de mencionar que os vivos estão cientes de que vão morrer, Salomão escreveu: “Os mortos, porém, não estão cônscios de absolutamente nada.” Daí ele ampliou essa verdade básica dizendo que os mortos não podem amar nem odiar e que “não há trabalho, nem planejamento, nem conhecimento, nem sabedoria [na sepultura]”. (Eclesiastes 9:5, 6, 10) Também o Salmo 146:4 diz que, quando uma pessoa morre, “perecem deveras os seus pensamentos”. Nós somos mortais e não sobrevivemos à morte do corpo. A nossa vida é como a chama de uma vela. Quando a chama se apaga, ela não vai para nenhum lugar. Ela simplesmente acaba.

O QUE JESUS DISSE A RESPEITO DA MORTE

7 Jesus Cristo falou a respeito da condição dos mortos. Fez isso por ocasião da morte de Lázaro, um homem que ele conhecia bem. Jesus disse aos seus discípulos: “Lázaro, nosso amigo, foi descansar.” Os discípulos pensaram que Jesus queria dizer que Lázaro estava dormindo, recuperando-se de uma doença. Eles estavam enganados. Jesus explicou: “Lázaro morreu.” (João 11:11-14) Note que Jesus comparou a morte a descanso e sono. Lázaro não estava no céu nem num inferno de fogo. Ele não estava se juntando a anjos ou a antepassados. Tampouco renasceu como outra pessoa. Lázaro estava no descanso da morte, como que num sono profundo, sem sonhos. Outros textos também comparam a morte ao sono. Por exemplo, quando o discípulo Estêvão foi apedrejado até morrer, a Bíblia diz que ele “adormeceu na morte”. (Atos 7:60) O apóstolo Paulo também escreveu a respeito de alguns que em seus dias haviam ‘adormecido na morte’. — 1 Coríntios 15:6.
Casal feliz Jeová fez os humanos para viverem na Terra por toda a eternidade
8 Será que originalmente Deus queria que as pessoas morressem? De modo algum! Jeová fez o homem para viver na Terra por toda a eternidade. Como já vimos neste livro, Deus colocou o primeiro casal humano num agradável paraíso. Ele os abençoou com saúde perfeita. Jeová só queria o bem deles. Será que um pai ou mãe amorosos gostariam que seus filhos sofressem as aflições da velhice e da morte? Naturalmente que não! Jeová amava seus filhos e desejava que vivessem felizes para sempre na Terra. A Bíblia diz a respeito dos humanos: ‘Jeová pôs tempo indefinido (ou eternidade) no coração deles’. (Eclesiastes 3:11) Deus nos criou com o desejo de viver para sempre. E ele abriu o caminho para que esse desejo se realize.

POR QUE AS PESSOAS MORREM

9 Por que, então, as pessoas morrem? Para encontrar a resposta, temos de considerar o que aconteceu quando havia apenas um homem e uma mulher na Terra. A Bíblia explica: ‘Jeová Deus fez brotar do solo toda árvore de aspecto desejável e boa para alimento.’ (Gênesis 2:9) No entanto, havia uma restrição. Jeová disse a Adão: “De toda árvore do jardim podes comer à vontade. Mas, quanto à árvore do conhecimento do que é bom e do que é mau, não deves comer dela, porque no dia em que dela comeres, positivamente morrerás.” (Gênesis 2:16, 17) Essa ordem não era difícil de obedecer. Havia muitas outras árvores cujos frutos Adão e Eva podiam comer. Mas foi-lhes dada uma oportunidade especial de mostrar gratidão Àquele que lhes havia dado tudo, incluindo a vida perfeita. Por obedecerem, eles mostrariam também que respeitavam a autoridade de seu Pai celestial e que desejavam sua direção amorosa.
10 Infelizmente, o primeiro casal humano escolheu desobedecer a Jeová. Falando por meio duma serpente, Satanás perguntou a Eva: “É realmente assim que Deus disse, que não deveis comer de toda árvore do jardim?” Ela respondeu: “Do fruto das árvores do jardim podemos comer. Mas, quanto a comer do fruto da árvore que está no meio do jardim, Deus disse: ‘Não deveis comer dele, não, nem deveis tocar nele, para que não morrais.’” — Gênesis 3:1-3.
11 “Positivamente não morrereis”, disse Satanás. “Deus sabe que, no mesmo dia em que comerdes dele, forçosamente se abrirão os vossos olhos e forçosamente sereis como Deus, sabendo o que é bom e o que é mau.” (Gênesis 3:4, 5) Satanás queria fazer com que Eva acreditasse que ela se beneficiaria de comer do fruto proibido. Segundo ele, ela poderia decidir por si mesma o que era certo e o que era errado; poderia fazer o que bem entendesse. Satanás alegou também que Jeová havia mentido a respeito das conseqüências de comer do fruto. Eva acreditou em Satanás. Assim, apanhou o fruto e comeu. Em seguida, deu dele ao marido, que também comeu. Eles não agiram por ignorância. Sabiam que estavam fazendo exatamente o que Deus lhes dissera que não fizessem. Por comerem o fruto, eles desobedeceram de propósito a uma ordem simples e razoável. Mostraram desprezo por seu Pai celestial e sua autoridade. Não havia desculpa para esse desrespeito pelo seu amoroso Criador!
12 Para ilustrar: como se sentiria se criasse com todo carinho um filho ou uma filha que depois lhe desobedecesse, demonstrando desrespeito e falta de amor por você? Isso lhe causaria muita mágoa. Imagine, então, quanta tristeza Jeová deve ter sentido quando tanto Adão como Eva decidiram se opor a ele.
Deus criando Adão do pó Adão veio do pó, e voltou para o pó
13 Jeová não tinha motivos para manter Adão e Eva vivos para sempre. Eles morreram, exatamente como Deus disse que aconteceria. Adão e Eva deixaram de existir. Eles não passaram para o domínio espiritual. Sabemos disso por causa daquilo que Jeová disse a Adão quando lhe cobrou uma explicação a respeito de sua desobediência: “[Voltarás] ao solo, pois dele foste tomado. Porque tu és pó e ao pó voltarás.” (Gênesis 3:19) Deus havia feito Adão do pó do solo. (Gênesis 2:7) Antes disso, ele não existia. Assim, quando Jeová disse que Adão voltaria ao pó, queria dizer que ele voltaria ao estado de não-existência. Adão ficaria sem vida, como o pó do qual havia sido feito.
14 Adão e Eva poderiam estar vivos hoje, mas eles morreram porque preferiram desobedecer a Deus e, desse modo, pecaram. O motivo por que morremos é que tanto a inclinação pecaminosa de Adão como a morte foram transmitidas a todos os seus descendentes. (Romanos 5:12) Esse pecado é como uma terrível doença herdada, da qual ninguém pode escapar. Sua conseqüência, a morte, é uma maldição. A morte é inimiga, não amiga. (1 Coríntios 15:26) Podemos ser muito gratos de que Jeová providenciou o resgate para nos livrar desse terrível inimigo.

É BOM SABER A VERDADE A RESPEITO DA MORTE

15 O que a Bíblia ensina sobre a condição dos mortos é consolador. Como vimos, os mortos não sofrem dor nem angústia. Não há motivo para ter medo deles, pois não podem nos prejudicar. Eles não precisam de nossa ajuda, nem podem nos ajudar. Não podemos falar com eles, e eles não podem falar conosco. Muitos líderes religiosos afirmam falsamente que podem ajudar os mortos, e as pessoas que acreditam nesses líderes os pagam para que façam isso. Mas saber a verdade evita sermos enganados pelos que ensinam essas mentiras.
16 Será que os ensinos de sua religião a respeito dos mortos estão de acordo com a Bíblia? Os da maioria das religiões não estão. Por quê? Porque seus ensinos têm sido influenciados por Satanás. Ele usa a religião falsa para fazer as pessoas acreditarem que, depois da morte do corpo, elas continuarão a viver no domínio espiritual. Trata-se de uma mentira que Satanás associa com outras mentiras a fim de afastar as pessoas de Jeová. Como assim?
17 Como já mencionado, muitas religiões ensinam que, se a pessoa for má, após a morte irá para um lugar de tormento eterno no fogo. Esse ensino desonra a Deus. Jeová é um Deus de amor e jamais faria com que as pessoas sofressem desse jeito. (1 João 4:8) O que você pensaria de um homem que, para castigar uma criança desobediente, pusesse a mão dela no fogo? Respeitaria tal homem? Teria vontade de conhecê-lo? Definitivamente não! Você com certeza o acharia muito cruel. No entanto, Satanás quer nos fazer crer que Jeová tortura pessoas no fogo para sempre —por incontáveis bilhões de anos!
18 Satanás também usa algumas religiões para ensinar que, após a morte, as pessoas se transformam em espíritos que os vivos precisam respeitar e honrar. De acordo com esse ensino, os espíritos dos mortos podem tornar-se amigos poderosos ou inimigos terríveis. Muitos acreditam nessa mentira. Eles têm medo dos mortos e prestam-lhes honra e adoração. Em contraste com isso, a Bíblia ensina que os mortos estão dormindo e que devemos adorar somente o Deus verdadeiro, Jeová, nosso Criador e Provisor. — Revelação 4:11.
19 Saber a verdade a respeito dos mortos evita que sejamos enganados por mentiras religiosas. Também nos ajuda a entender outros ensinos bíblicos. Por exemplo, quando entendemos que as pessoas não passam para o domínio espiritual ao morrerem, a promessa de vida eterna num paraíso terrestre assume um significado real para nós.
20 Muito tempo atrás, Jó, um homem justo, perguntou: “Morrendo o varão vigoroso, pode ele viver novamente?” (Jó 14:14) Pode uma pessoa sem vida, que esteja dormindo na morte, ser trazida de volta à vida? O que a Bíblia ensina sobre isso é muito consolador, conforme mostrará o próximo capítulo.

Qual é o propósito de Deus para a Terra?




Qual é o propósito de Deus para a humanidade?
Como Deus foi desafiado?
Como será a vida na Terra no futuro?
O PROPÓSITO de Deus para a Terra é realmente maravilhoso. Jeová deseja que ela seja habitada por pessoas felizes e sadias. A Bíblia diz que “Deus plantou um jardim no Éden” e fez “brotar . . . toda árvore de aspecto desejável e boa para alimento”. Depois que Deus criou o primeiro homem e a primeira mulher, Adão e Eva, ele os colocou nesse lar maravilhoso e disse-lhes: “Sede fecundos e tornai-vos muitos, e enchei a terra, e sujeitai-a.” (Gênesis 1:28; 2:8, 9, 15) Portanto, o propósito de Deus era que os humanos tivessem filhos, estendessem os limites daquele lar paradisíaco a toda a Terra e cuidassem dos animais.
2 Será que o propósito de Jeová Deus, de que as pessoas vivam num paraíso terrestre, vai se cumprir? ‘Eu o falei’, diz Deus, ‘eu também o farei’. (Isaías 46:9-11; 55:11) Deus com certeza cumprirá seu propósito! Ele diz que ‘não criou a Terra simplesmente para nada’, mas que ‘a formou para ser habitada’. (Isaías 45:18) Que tipo de pessoas Deus queria que vivessem na Terra? E por quanto tempo ele queria que vivessem aqui? A Bíblia responde: “Os próprios justos possuirão a terra e residirão sobre ela para todo o sempre.” — Salmo 37:29; Revelação (Apocalipse) 21:3, 4.
3 Obviamente, isso ainda não aconteceu. As pessoas adoecem e morrem; até mesmo se agridem e matam umas às outras. Algo saiu errado. Mas, com certeza, Deus não queria que as condições na Terra fossem do jeito que são hoje! O que aconteceu? Por que o propósito de Deus não se cumpriu? Nenhum livro de história escrito por um humano pode nos dar a resposta, porque os problemas começaram no céu.

SURGE UM INIMIGO

4 O primeiro livro da Bíblia nos fala a respeito de um rival de Deus que se manifestou no jardim do Éden. Ele é chamado de “serpente”, mas não era um simples animal. O último livro da Bíblia identifica-o como “Diabo e Satanás, que está desencaminhando toda a terra habitada”. Ele é também chamado de “serpente original”. (Gênesis 3:1; Revelação 12:9) Esse anjo poderoso, ou criatura espiritual invisível, usou uma serpente para falar com Eva, assim como uma pessoa bem treinada pode fazer com que sua voz pareça ser a de um boneco ao seu lado. Essa criatura espiritual sem dúvida estava presente quando Deus preparou a Terra para os humanos. — Jó 38:47.
5 Mas, visto que todas as criações de Jeová são perfeitas, quem fez esse “Diabo”, ou “Satanás”? Dito de maneira simples, um dos poderosos filhos espirituais de Deus fez de si mesmo o Diabo. Como isso foi possível? Bem, até mesmo alguém decente e honesto pode tornar-se ladrão. Como é que isso pode acontecer? Essa pessoa talvez permita que um desejo errado se desenvolva no coração. Se insistir em pensar nisso, esse desejo pode tornar-se muito forte. Daí, se surgir uma oportunidade, ela talvez acabe agindo segundo o seu desejo. — Tiago 1:13-15.
6 Foi isso o que aconteceu com Satanás, o Diabo. Pelo visto, ele ouviu Deus dizer a Adão e Eva que tivessem filhos e povoassem a Terra com seus descendentes. (Gênesis 1:27, 28) Satanás evidentemente pensou: ‘Ora, todos esses humanos poderiam adorar a mim, em vez de a Deus!’ Assim, um desejo errado instalou-se no seu coração. Por fim, ele agiu enganando Eva por contar-lhe mentiras a respeito de Deus. (Gênesis 3:1-5) Desse modo, ele tornou-se o “Diabo”, que significa “Caluniador”. Ao mesmo tempo, tornou-se “Satanás”, que significa “Opositor”.
7 Usando mentiras e trapaças, Satanás, o Diabo, fez com que Adão e Eva desobedecessem a Deus. (Gênesis 2:17; 3:6) Em resultado disso, por fim eles morreram, como Deus havia dito que aconteceria, caso desobedecessem. (Gênesis 3:17-19) Visto que Adão se tornou imperfeito quando pecou, todos os seus descendentes herdaram dele o pecado. (Romanos 5:12) Pode-se ilustrar essa situação com uma fôrma para fazer pão. Se a fôrma tiver um defeito, o que acontecerá com todos os pães feitos nela? Todos eles sairão com defeito, ou imperfeição. Da mesma maneira, todo ser humano herda um “defeito” causado pela imperfeição de Adão. É por isso que todos os humanos envelhecem e morrem. — Romanos 3:23.
8 Quando Satanás induziu Adão e Eva a pecar contra Deus, ele estava na verdade liderando uma rebelião. Ele desafiava a maneira de Jeová governar. Na realidade, Satanás dizia: ‘Deus é um mau governante. Ele mente e priva seus súditos de coisas boas. Os humanos não precisam que Deus os governe. Eles podem decidir por si mesmos o que é bom e o que é mau. E serão mais bem-sucedidos se forem governados por mim.’ Como Deus enfrentaria um desafio tão insultante? Alguns acham que Deus deveria simplesmente destruir os rebeldes. Mas será que isso responderia ao desafio de Satanás? Será que provaria que o modo de Deus governar é correto?
9 O senso de justiça perfeito de Jeová não o permitiria executar imediatamente os rebeldes. Ele decidiu que seria necessário um tempo para responder ao desafio de Satanás de modo satisfatório e provar que o Diabo é mentiroso. Assim, Deus resolveu permitir que os humanos governassem a si mesmos por um bom tempo sob a influência de Satanás. O motivo de Jeová ter feito isso e a razão de ter concedido tanto tempo para resolver essas questões serão considerados no Capítulo 11 deste livro. Por ora, no entanto, é bom pensar: Será que Adão e Eva estavam certos ao acreditarem em Satanás, que nunca lhes fizera algum bem? Será que tinham motivos para crer que Jeová, que lhes havia dado tudo o que possuíam, era um mentiroso cruel? O que você teria feito?
10 É bom pensar nessas perguntas, pois cada um de nós enfrenta questões similares hoje em dia. De fato, você tem a oportunidade de apoiar o lado de Jeová na resposta ao desafio de Satanás. Você pode aceitar a Jeová como Governante e ajudar a mostrar que Satanás é mentiroso. (Salmo 73:28; Provérbios 27:11) Infelizmente, poucos dentre os bilhões de pessoas no mundo fazem essa escolha. Isso levanta uma pergunta importante: Será que a Bíblia realmente ensina que Satanás governa este mundo?

Será que era isso o que Deus queria?

  • Será que era isso o que Deus queria para mim e para toda a humanidade?
  • Onde posso encontrar ajuda para lidar com meus problemas?
  • Há esperança de que um dia teremos paz na Terra?
A Bíblia dá respostas satisfatórias a essas perguntas.

A BÍBLIA ENSINA QUE DEUS FARÁ AS SEGUINTES MUDANÇAS NA TERRA:

Idoso que se tornou jovem outra vez
‘Enxugará dos seus olhos toda lágrima, e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor.’ — Revelação (Apocalipse) 21:4

Garota aleijada que se tornou capaz de correr outra vez
“O coxo estará escalando como o veado.” — Isaías 35:6

Homem cego que recuperou a visão
“Abrir-se-ão os olhos dos cegos.” — Isaías 35:5

Mulher alegrando-se em ver um ente querido voltar a viver
“Todos os que estão nos túmulos memoriais . . . sairão.” — João 5:28, 29

Garoto doente recuperando a saúde
“Nenhum residente dirá: ‘Estou doente.’” — Isaías 33:24

Plantações de cereais
“Virá a haver bastante cereal na terra.” — Salmo 72:16

BENEFICIE-SE DO QUE A BÍBLIA ENSINA

Dois homens estudando a Bíblia Não descarte logo o que foi apresentado como se fosse apenas uma ilusão. Deus prometeu realizar tais coisas, e a Bíblia explica como ele fará isso.
Mas a Bíblia vai além disso. Ela fornece a chave para que você tenha desde já uma vida realmente gratificante. Pense um pouco em suas próprias ansiedades e problemas. Talvez envolvam questões financeiras, problemas familiares, doença, ou a morte de uma pessoa amada. A Bíblia pode ajudá-lo a enfrentar os problemas, e trazer-lhe alívio, respondendo a perguntas como estas:
  • Por que sofremos?
  • Como lidar com as ansiedades da vida?
  • Como podemos tornar mais feliz a vida em família?
  • Existe vida após a morte?
  • Será que um dia veremos de novo nossos parentes e amigos que já morreram?
  • Como podemos ter certeza de que Deus cumprirá suas promessas?
O fato de estar lendo este livro mostra que você quer saber o que a Bíblia ensina. O livro vai ajudá-lo. Note que, ao pé da página, há perguntas relacionadas aos parágrafos. Milhões de pessoas que estudam a Bíblia com as Testemunhas de Jeová gostam do método de perguntas e respostas. Esperamos que você também goste, e que receba as bênçãos de Deus à medida que sentir a emoção e a alegria de aprender o que a Bíblia realmente ensina!

A verdade a respeito do Pai, do Filho e do espírito santo

AS PESSOAS que acreditam no ensino da Trindade dizem que Deus consiste em três pessoas — o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Alega-se que essas três pessoas são iguais, todo-poderosas e não tiveram princípio. Portanto, de acordo com a doutrina da Trindade, o Pai é Deus, o Filho é Deus e o Espírito Santo é Deus, mas, mesmo assim, há um só Deus.
Muitos que acreditam na Trindade admitem que não sabem explicar esse ensino. Ainda assim, talvez achem que se trata de um ensino bíblico. Vale notar que a palavra “Trindade” não aparece na Bíblia. Mas será que a Bíblia contém a idéia de uma Trindade? Para responder a essa pergunta, vejamos um texto que os defensores dessa doutrina citam com freqüência.

“O VERBO ERA DEUS”

João 1:1 diz: “No princípio, era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.” (Versão Almeida) Mais adiante no mesmo capítulo, o apóstolo João mostra claramente que “o Verbo [a Palavra]” é Jesus. (João 1:14) No entanto, visto que o Verbo é chamado de Deus, alguns concluem que o Filho e o Pai têm de ser parte do mesmo Deus.
Tenha em mente que essa parte da Bíblia foi escrita originalmente em grego. Mais tarde, tradutores verteram o texto grego para outros idiomas. Muitos tradutores da Bíblia, porém, não usaram a frase “o Verbo era Deus”. Por que não? Com base no seu conhecimento do grego bíblico, esses tradutores concluíram que a frase “o Verbo era Deus” devia ser traduzida de modo diferente. Como? Veja alguns exemplos: “O Logos [ou o Verbo] era divino.” (A New Translation of the Bible) “O Verbo era deus.” (The New Testament in an Improved Version) “O Verbo estava com Deus e era da mesma natureza que ele.” (The Translator’s New Testament) De acordo com essas traduções, o Verbo não é o próprio Deus.* Em vez disso, devido à sua elevada posição entre as criaturas de Jeová, o Verbo (ou a Palavra) é chamado de “deus”. O termo “deus” aqui significa “poderoso”.

OBTENHA MAIS FATOS

A maioria das pessoas não conhece o grego bíblico. Como, então, você pode saber o que o apóstolo João realmente queria dizer? Pense neste exemplo: um professor explica um assunto aos seus alunos. No final, os alunos entendem a explicação de maneiras diferentes. Como podem resolver o assunto? Talvez pedindo mais informações ao professor. Sem dúvida, aprender fatos adicionais os ajudará a entender melhor o assunto. De modo similar, para entender o sentido de João 1:1, você pode encontrar no Evangelho de João mais informações sobre a posição de Jesus. Aprender fatos adicionais sobre esse assunto o ajudará a chegar à conclusão certa.
Por exemplo, veja o que João escreveu no capítulo 1, versículo 18: “Nenhum homem jamais viu a Deus [o Todo-Poderoso].” No entanto, humanos viram Jesus, o Filho, pois João diz: “O Verbo [Jesus] se fez carne e habitou entre nós, e vimos a sua glória.” (João 1:14, Al) Como, então, o Filho poderia ser parte do Deus Todo-Poderoso? João disse também que o Verbo estava “com Deus”. Mas como pode uma pessoa estar com alguém e, ao mesmo tempo, ser essa pessoa? Além do mais, conforme registrado em João 17:3, Jesus faz uma clara distinção entre ele e seu Pai celestial. Ele chama seu Pai de “único Deus verdadeiro”. E, quase no fim de seu Evangelho, João resume o assunto dizendo: “Estes foram escritos para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus.” (João 20:31) Note que Jesus não é chamado de Deus, mas sim de Filho de Deus. Essas informações adicionais, fornecidas no Evangelho de João, mostram como João 1:1 deve ser entendido. Jesus, a Palavra, é “deus” no sentido de que ele tem uma alta posição, mas não é o mesmo que o Deus Todo-Poderoso.

CONFIRME OS FATOS

Pense de novo no exemplo do professor e dos alunos. Digamos que alguns alunos ainda tenham dúvidas, mesmo depois da explicação adicional do professor. O que poderiam fazer? Poderiam recorrer a outro professor em busca de mais informações sobre o mesmo assunto. Se o segundo professor confirmasse a explicação do primeiro, as dúvidas da maioria dos alunos talvez fossem sanadas. Da mesma forma, se você não tiver certeza sobre o que o escritor bíblico João realmente queria dizer a respeito da relação entre Jesus e o Deus Todo-Poderoso, poderá recorrer a outro escritor bíblico em busca de mais informações. Veja o que foi escrito por Mateus, por exemplo. A respeito do fim do atual sistema mundial, ele citou as palavras de Jesus: “Acerca daquele dia e daquela hora ninguém sabe, nem os anjos dos céus, nem o Filho, mas unicamente o Pai.” (Mateus 24:36) De que modo essas palavras confirmam que Jesus não é o Deus Todo-Poderoso?
Jesus disse que o Pai sabia mais do que o Filho. Se Jesus fosse parte do Deus Todo-Poderoso, no entanto, ele conheceria os mesmos fatos que o Pai. Portanto, o Filho e o Pai não podem ser iguais. Ainda assim, alguns dirão: ‘Jesus tinha duas naturezas. Aqui ele falava como humano.’ Mas, mesmo que isso fosse assim, que dizer do espírito santo? Se o espírito santo e o Pai são parte do mesmo Deus, por que Jesus não disse que o espírito santo sabia o que o Pai sabia?
Ao continuar seu estudo da Bíblia, você conhecerá muito mais textos bíblicos que se aplicam a esse assunto. Eles confirmam a verdade a respeito do Pai, do Filho e do espírito santo. — Salmo 90:2; Atos 7:55; Colossenses 1:15.

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AS 4 LEIS ESPIRITUAIS

AS 4 LEIS ESPIRITUAIS

1 Primeira
Lei
Deus ama você e tem um plano
maravilhoso para sua vida.
O AMOR DE DEUS
" Pois Deus tanto amou o mundo que deu o seu Filho unigênito para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna." (João 3:16)


O PLANO DE DEUS
Cristo afirma: "Eu vim para que tenham vida, e a tenham plenamente" (uma vida abundante e com propósito). (João 10:10)



Por que a maioria das pessoas não está experimentando essa "vida abundante"?
Porque…

2 Segunda Lei
O homem é pecador e está separado de Deus; por isso não pode conhecer nem experimentar o amor e o plano de Deus para sua vida.
O HOMEM É PECADOR 
"Pois todos pecaram e estão destituídos da glória de Deus..." (Romanos 3:23)
O homem foi criado para ter um relacionamento perfeito com Deus, mas por causa de sua desobediência e rebeldia, escolheu seguir o seu próprio caminho, e seu relacionamento com Deus  desfez-se. Este estado de independência de Deus, caracterizado por uma atitude de rebelião ou indiferença, é evidência do que a Bíblia chama de pecado.

O HOMEM ESTÁ SEPARADO
"Pois o salário do pecado é a morte..." (separação espiritual de Deus) (Romanos 6:23)

[LAW 2 DIAGRAM]

Deus é santo e o homem é pecador. Um grande abismo separa os dois. O homem está continuamente procurando alcançar a Deus e a vida abundante através dos seus próprios esforços: vida reta, boas obras, religião, filosofias, etc. 

A Terceira Lei nos mostra a única resposta para o problema dessa separação...



3 Terceira
Lei
Jesus Cristo é a única solução de Deus para o homem pecador. Por meio dele você pode conhecer e experimentar o amor e o plano de Deus para sua vida.
ELE MORREU EM NOSSO LUGAR
"Mas Deus demonstra seu amor por nós pelo fato de ter Cristo morrido em nosso favor, quando ainda éramos pecadores." (Romanos 5:8)


ELE RESSUSCITOU DENTRE OS MORTOS
"Cristo morreu pelos nossos pecados... foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras... e apareceu a Pedro e depois aos Doze. Depois disso apareceu a mais de quinhentos..." (1 Coríntios 15:3-6)

ELE É O ÚNICO CAMINHO
"Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai, a não ser por mim." (João 14:6)

[LAW 3 DIAGRAM]

Deus tomou a iniciativa de ligar o abismo que nos separa Dele ao enviar seu Filho, Jesus Cristo, para morrer na cruz em nosso lugar, pagando o preço dos nossos pecados.

Mas não é suficiente conhecer essas três leis...

4 Quarta
Lei
Precisamos receber a Jesus Cristo como Salvador e Senhor, por meio de um convite pessoal. Só então podere- mos conhecer e experimentar o amor e o plano de Deus para nossa vida.
PRECISAMOS RECEBER A CRISTO
"Contudo, aos que o receberam, aos que creram em seu nome, deu-lhes o direito de se tornarem filhos de Deus." (João 1:12)

RECEBEMOS A CRISTO PELA FÉ
"Pois vocês são salvos pela graça, por meio da fé; e isto não vem de vocês, é dom de Deus; não por obras, para que ninguém se glorie" (Efésios 2:8-9)

RECEBEMOS A CRISTO POR MEIO DE UM CONVITE PESSOAL
Cristo afirma: "Eis que estou à porta e bato. Se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei..." (Apocalipse 3:20)

Receber a Cristo implica arrependimento, significa deixar de confiar em nossa capacidade para nos salvar, crendo que Cristo é o único que pode perdoar os nossos pecados. Não é suficiente crer intelectualmente que Jesus é o Filho de Deus e que morreu na cruz pelos nossos pecados ou ter uma experiência emocional. Recebemos a Cristo pela fé, através de uma decisão pessoal.
Estes dois círculos representam dois tipos de vida:


law4.1.gif (4443 bytes)
VIDA
CONTROLADA PELO "EU"
O "EU"  no centro da vida.
CRISTO  do lado de fora da vida.

Ações e atitude controladas pelo "EU ", resultando em discórdias e frustrações.


law4.2.gif (4587 bytes)
VIDA CONTROLADA POR CRISTO
CRISTO no centro da vida.
O "EU"  fora do centro.

Ações a atitudes controladas por CRISTO, resultando em harmonia com o plano de Deus.

Qual dos dois círculos representa melhor sua vida?
Qual deles você gostaria que representasse sua vida?
Gostaria de explicar como você pode receber a Cristo. 
VOCÊ PODE RECEBER A CRISTO AGORA MESMO EM ORAÇÃO
(Orar é falar com Deus).

Deus conhece seu coração e está mais interessado na atitude do seu coração do que em suas palavras. A oração seguinte serve como exemplo: 

"Senhor Jesus, eu preciso de Ti. Eu Te agradeço por ter morrido na cruz pelos meus pecados. Abro a porta da minha vida e Te recebo como meu Salvador e Senhor. Obrigado por perdoar os meus pecados e me dar a vida eterna. Toma conta da minha vida e faça de mim o tipo de pessoa que desejas que eu seja."

Esta oração expressa o desejo do seu coração?

Se for assim, faça esta oração agora mesmo e Cristo entrará em sua vida, como prometeu.  

Agora que você recebeu a Cristo...

Oração para aceitar Jesus como Senhor e Salvador

Oração para aceitar Jesus como Senhor e Salvador

“Senhor Deus, eu venho a Ti, como pecador que sou, em nome de Jesus pedir-te perdão pelos meus pecados. Perdoe Senhor, meus pecados. Apaga minhas transgressões e escreve meu nome no livro da vida que está no céu, para quando deste mundo eu partir tenha um lugar reservado em Tua glória. Senhor Deus, eu creio em meu coração para Tua justiça, mas faço confissão com minha boca para salvação da minha alma. Recebo Jesus em meu coração como meu único e suficiente Salvador. Rejeito também todos os deuses estranhos aos quais eu servi até esse momento e a todo mal que veio sobre minha vida. Declaro agora a cobertura do sangue precioso sobre mim. Entrego minha vida e meus caminhos para que o Senhor Jesus possa conduzir-me e creio que serei vitorioso(a) em nome de Jesus. Amém!”

o batismo

No mundo religioso, o batismo é considerado uma parte importante da doutrina. Quando perguntados a respeito disto, muitos se voltariam para as palavras de Paulo, em Efésios 4:4-6 para mostrar sua importância. Ainda, neste apelo à unidade, Paulo afirma que só há um batismo. Não é necessário olhar muito longe para se verem grupos religiosos com diferentes tipos de batismo e idéias em relação a este assunto. Alguns batizam crianças; alguns aspergem ou derramam  água nas cabeças dos crentes; outros ensinam que o batismo é simplesmente um ato para mostrar a qual igreja se pertence. Certamente, esta não é a idéia que Paulo apresentou aos irmãos em Éfeso. Onde, pois, podemos encontrar este único batismo? No meio da confusão religiosa a respeito do batismo, pode-se encontrar a verdade somente retornando ao plano do Novo Testamento. Por favor, tenha em mente com cuidado as idéias a seguir, enquanto tentamos encontrar o plano de Deus em relação ao batismo.

O Plano do Evangelho

Quando percebe a condição da alma sem Deus, o verdadeiro penitente sabe que uma mudança tem que ser feita. Por causa do amor de Deus por nós, um plano de salvação foi estabelecido através da morte de Cristo, pelo qual as pessoas poderiam fazer esta mudança. Neste plano, Deus incluiu diversas exigências aos homens. Uma destas importantes exigências é a crença Nele e que Seu plano salva. Quando se aceita este plano, Deus então exige arrependimento dos pecados passados, justamente como Paulo afirmou em Colossenses 3:5 "Fazei, pois, morrer a vossa natureza terrena: prostituição, impureza, paixão lasciva, desejo maligno, e a avareza, que é idolatria" e 3:2 "Pensai nas cousas lá do alto. . . ." Quando esta mudança tiver sido feita, então Deus espera confissão da crença Nele e no batismo para remissão dos pecados. Tomadas juntamente, estas são as exigências de Deus para os homens, no plano do evangelho.

O Batismo É Exigido?

Conforme foi afirmado antes, o batismo é uma parte essencial do plano de Deus para a salvação. É por meio deste ato que Deus acrescenta os verdadeiros crentes a Sua família (Atos 2:47). Muitos, no mundo religioso, têm contudo, tentado ensinar que o batismo não é essencial. Em resposta a este ensinamento, examine as seguintes passagens:

Em Mateus 28:19, Cristo ordenou aos apóstolos: "Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo".

Em Marcos 16:16, Cristo afirmou: "Quem crer e for batizado será  salvo; quem, porém, não crer será condenado".

Em Atos 2:38, Pedro pregou que o batismo em nome de Jesus Cristo é para a remissão dos pecados.

Em 1 Pedro 3:21, Pedro novamente afirmou que o batismo é essencial para a salvação.

Em cada uma destas quatro passagens lemos que o batismo é essencial para a salvação. Reforçando a idéia contida nestas passagens, há numerosos exemplos de batismo, alguns dos quais são estes: Crispo (Atos 18:8); o eunuco etíope (Atos 8:36-38); Paulo (Atos 22:16); o carcereiro de Filipos (Atos 16:25-34). Em vista destas passagens, temos que ver que o Novo Testamento ensina que o batismo é essencial no plano de Deus para o homem.

A Importância da Crença

É evidente, em vista das passagens acima, que a crença é importante. Entretanto, como em muitas coisas, alguns deixam o padrão de Deus e ensinam opiniões dos homens, em vez da verdade. Um destes falsos ensinamentos é que a crença por si só é suficiente e que o batismo é simplesmente um ato para mostrar aos outros homens que se crê. Em resposta a este argumento, observe novamente as palavras de Cristo em Marcos 16:16 e de Pedro em Atos 2:38. Estas afirmações, claramente, quando tomadas com outras da Bíblia, provam que, enquanto a crença é importante, ela sozinha não é suficiente. O batismo não deve ser removido do plano de Deus, pelo homem. Um outro ensinamento que vai contra o padrão bíblico é que a crença não é necessária. Tome, por exemplo, a prática de batizar crianças. Pode um bebê crer? Pode um bebê cumprir todas as exigências dadas por nosso Senhor e o apóstolo Pedro? Novamente, é claro que esta prática é contrária ao plano de Deus, porque ela deixa completamente fora a importância da crença no Senhor. Quando o plano da Bíblia é seguido, nenhuma das exigências de Deus para o homem será  omitida, ao contrário, o plano será seguido Inteiramente.

Como Deveria Ser Administrado o Batismo?

Várias respostas são dadas a esta questão. Para encontrar a resposta correta, contudo, temos que voltar novamente à Bíblia. Quando examinamos a linguagem original da Bíblia, encontramos que a palavra batismo significa, literalmente: "afundar, mergulhar, imergir". Isto apoiaria a idéia de que o batismo, no qual se é completamente submerso sob a água, é o significado real da palavra batizar. Um argumento ainda mais forte pelo batismo por imersão é encontrado nos exemplos bíblicos. Mateus 3:16 diz-nos que Jesus "batizado, saiu logo da água"., concluindo-se que ele tinha entrado na água. João 3:23 nos diz que João batizou em Enom "porque havia ali muitas águas". Se ele estivesse apenas borrifando ou derramando para batizar, porque teria sido necessária muita água? Em Atos 8:38-39, encontramos Filipe e o eunuco entrando na água. Novamente, isto reforça o fato de que o batismo por imersão é exigido do crente. Também, Paulo compara o batismo a um sepultamento (Colossenses 2:12, Romanos 6:3-6). Não sepultamos um corpo jogando apenas uma pá de terra sobre ele nem tentaríamos sepultar o velho homem do pecado simplesmente com umas poucas gotas de água. A imersão está no plano de Deus para o batismo do crente.

Conclusão

Precisamos não esquecer jamais que é através da graça de Deus que podemos ter a salvação. Por causa de seu amor por nós, mandando Seu Filho, agora temos a esperança de passar a eternidade com nosso Pai. Precisamos também lembrar que a obediência em todas as áreas é exigida por Deus. Seja batismo ou outro qualquer mandamento, temos que cumprir as exigências de Deus exatamente da maneira que ele determinou.

Quando Tudo Dá Errado: O exemplo de Jó

Quando Tudo Dá Errado: O exemplo de Jó
Imagine um dia que começa como qualquer outro. Você se levanta para ir ao serviço e, chegando na firma, encontra as portas lacradas. A firma fechou, sem aviso. Você, inesperadamente, ficou desempregado. Tendo obrigações para cumprir, você decide ir ao banco para sacar dinheiro e pagar algumas contas que estão vencendo. Mas, chegando ao banco, eles dizem que sua conta foi fechada, sem explicação, e que você não tem nenhum centavo. O dia já está piorando. Você resolve voltar para casa, ainda tentando entender o que está acontecendo. Chegando perto de sua rua, você percebe vários bombeiros e ambulâncias correndo por todos os lados. Suas vizinhas estão na rua, chorando inconsolavelmente. Antes de você chegar até sua casa, um dos vizinhos chama você e fala palavras que jamais esquecerá: "Aconteceu tão rápido", ele diz, "que não foi possível salvar ninguém. A casa, de repente, explodiu. Todos que estavam dentro morreram. Eu sinto muito. Todos os seus filhos estão mortos."
Alguns dias passam. Você acorda num lugar estranho. Olhando para seu redor, percebe que está num hospital. Você está sentindo dores terríveis, e uma coceira constante. Depois de algumas horas de sofrimento, a enfermeira avisa que está na hora de visita. No seu caso, várias pessoas serão permitidas entrar para visitá-lo. A primeira pessoa que entra no quarto é sua esposa. Precisando muito de uma palavra de consolo e de explicação, você olha para ela com tanta esperança, nunca imaginando o que ela vai falar. Ela chega perto da sua cama e começa a gritar: "Eu não entendo a sua atitude", ela diz. "Sua fé não vale nada. Você confia num Deus que fez tudo isso? Amaldiçoe o nome de Deus e morra!" Com essas palavras, ela sai do quarto.

Enquanto você procura entender tudo isso, chegam alguns amigos seus. São velhos amigos, sempre prontos para ajudar. Agora será consolado! Mas, eles entram no quarto, vêem seu estado crítico e seu corpo desfigurado pela doença, e não falam nada. Ficam com a boca aberta, olhando, mas não acreditam. Depois de um longo período de silêncio, um deles fala: "Você mereceu isso. Você deve ter feito alguma maldade muito grande, e Deus está te castigando. Ele tirou todos os seu bens e matou seus filhos. Ele causou esta sua doença. Ele fez tudo isso porque você é mau!" Você começa discutir quando um dos outros concorda com o primeiro, e depois outro também concorda com eles. Não adianta discutir. Para eles, você é um detestável pecador que deve sofrer mais ainda.

De repente, algumas crianças passam no corredor. Você se anima, porque crianças sempre trazem alegria e amor. Mas, estas crianças param na porta, vêem a feiura do seu rosto e corpo, e saem correndo. "Nunca vi nada tão feio", uma delas comenta.

Tudo ficção? Jamais aconteceria uma coisa tão terrível? Modifiquei os detalhes para ajudar você, o leitor moderno, sentir na pele o que aconteceu na vida de Jó. O livro de Jó é, possivelmente, o primeiro livro bíblico escrito. Um homem fiel e abençoado por Deus perdeu, num dia só, todas as suas posses e todos os seus filhos. Logo depois, foi atacado por uma terrível enfermidade. A própria esposa foi contra este homem de Deus, e disse: "Amaldiçoa a Deus e morre" (Jó 2:9). Os amigos o condenaram e discutiram com ele para provar a sua culpa (a maior parte do livro relata essas discussões, começando no 2:11 e continuando até 37:24). Todos os conhecidos dele, até as crianças, o desprezaram (19:13-19).

O livro de Jó trata de um dos assuntos mais difíceis na experiência humana: como entender e lidar com o sofrimento. É um livro rico e cativante que todos os servos de Deus precisam estudar. Um dia, mais cedo ou mais tarde, ele será útil na sua vida. Neste artigo, vamos considerar algumas lições claras e importantes desse livro.

Pessoas boas sofrem
Talvez o ponto principal do livro é o simples fato que pessoas fiéis a Deus ainda sofrem nesta vida. O primeiro versículo do livro já define, do ponto de vista de Deus (veja, também, Jó 1:8) o caráter de Jó: "Havia um homem na terra de Uz, cujo nome era Jó; homem íntegro e reto, temente a Deus e que se desviava do mal." Enquanto entendemos que o sofrimento entrou no mundo por causa do pecado (Gênesis 3:16-19), aprendemos em vários trechos bíblicos que a dor e a tristeza atingem as pessoas boas e dedicadas. Jó, um homem íntegro, sofreu imensamente. Paulo, um servo dedicado ao Senhor, sofreu muito mais do que a grande maioria dos ímpios (2 Coríntios 11:23-27). Mesmo quando ele pediu a Deus, querendo alívio de algum problema, Deus recusou seu pedido (2 Coríntios 12:7-9). Mas, não devemos estranhar com isso, pois o próprio Filho de Deus sofreu na carne (Hebreus 2:9-10,18). Os que servem a ele sofrem, também.

O diabo quer nos derrubar com nosso sofrimento
O propósito de Satanás fica bem claro nos primeiros dois capítulos de Jó. Ele vê o sofrimento como uma grande oportunidade para derrubar a fé dos servos de Deus. Ele aceitou o desafio de tentar destruir a fé de um dos homens mais idôneos do mundo. Depois, ele foi tão ousado que desafiou o próprio Jesus, usando todas as tentações imagináveis para o vencer (Mateus 4:1-11). O diabo entende muito sobre a natureza humana. Ele sabe que pessoas que servem a Deus fielmente quando tudo vai bem na vida podem ser tentadas por meio de alguma calamidade pessoal. Problemas financeiros, a morte de um ente querido, alguma doença grave -- tais sofrimentos na vida são, freqüentemente, o motivo de abandonar a Cristo. Enquanto a mulher de Jó não prevaleceu na vida do próprio marido, o conselho dela (Jó 2:9) vem derrubando a fé de muitas outras pessoas que enfrentam dificuldades na vida. Jó não sabia a fonte de seu sofrimento (capítulos 1 e 2 contam a história para nós, mas ele não sabia de tudo que estava acontecendo entre Deus e Satanás). Às vezes, nós não temos noção da fonte das nossas dificuldades. Mas, podemos ter certeza que o diabo está torcendo para que tropecemos e afastemos de Deus.

Amigos nem sempre ajudam

Três amigos de Jó ficaram sabendo de seu sofrimento, "e combinaram ir juntamente condoer-se dele e consolá-lo" (Jó 2:11). Mas as palavras deles não ajudaram. Ofereceram explicações baseadas nas opiniões deles, e não na verdade que vem de Deus. Onde Deus não tinha falado, eles ousaram de falar. O resultado não foi consolo e ajuda, e sim perturbação e desânimo. A mesma coisa acontece hoje. Quando alguém sofre de um problema de saúde, outras pessoas tendem falar sobre algum caso triste de alguém que teve a mesma doença e morreu. Quando uma pessoa amada morre, muitas pessoas procuram confortar a família com palavras insensatas e até mentirosas. É melhor falar umas poucas palavras com compaixão do que falar muito e entristecer a pessoa mais ainda. Quando sofremos perda, é melhor procurar conselho na palavra de Deus e da boca de pessoas que a conhecem e que vivem segundo a vontade do Senhor.

Deus não explica tudo

Quando sofremos, é natural perguntar: "Por quê?". Jó fez isso (Jó 3:24). Habacuque fez a mesma coisa (Habacuque 1:3). Milhões de outras pessoas têm feito a mesma pergunta. É interessante e importante observar que Deus não responde a todas as nossas perguntas. Pode ler o livro de Jó do começo ao fim, e não encontrará uma resposta completa de Deus à pergunta do sofredor. Durante a boa parte da história, Deus deixou Jó e seus amigos a ponderar o problema. Quando o Senhor falou no fim do livro, ele não explicou o porquê. A partir do capítulo 38, Deus afrima que o homem, como mera criatura, não é capaz de entender muitas das coisas de Deus, e não é digno de questionar a sabedoria divina. Jó entendeu a correção de Deus, e respondeu humildemente:"Sou indigno; que te responderia eu? Ponho a mão na minha boca. Uma vez falei e não replicarei, aliás, duas vezes, porém não prosseguirei" (Jó 40:4-5). Jó pediu desculpas a Deus por ter duvidado da justiça e da bondade do Criador: "Na verdade, falei do que não entendia; coisas maravilhosas demais para mim, coisas que eu não conhecia....Por isso, me abomino e me arrependo no pó e na cinza" (Jó 42:3,6).

Depois do sofrimento, vêm as bênçãos

O sofrimento desta vida é temporário. O sofrimento de Jó foi intenso, mas não durou para sempre. É bem provável que ele lembrou, durante o resto da vida, daquelas experiências doloridas. Mas a crise passou, e a vida continuou. Deus restaurou as posses dele em porções dobradas. A mesma coisa acontece conosco. Enfrentamos alguns dias muito difíceis, mas as tempestades passam e a vida continua. Vivendo na época da nova aliança de Cristo, nós temos uma grande vantagem. Temos uma esperança bem definida de uma recompensa eterna no céu (Hebreus 11:13-16,39-40; 12:1-3; 13:14). Qualquer sofrimento é pequeno quando o colocamos no contexto da eternidade.

Fiéis no sofrimento

Nós vamos sofrer nesta vida. Pessoas que dizem que os filhos de Deus não sofrem são falsos mestres que ou não conhecem ou não aceitam a palavra do Senhor. Jó perdeu tudo. Jeremias foi preso. João Batista foi decapitado. Jesus foi crucificado. Estêvão foi apedrejado. Paulo sofreu naufrágio e prisões. Você, também, vai sofrer. Os problemas da vida não sugerem falta de fé, e não são provas de algum terrível pecado na sua vida. Às vezes, as provações vêm como disciplina de Deus (Hebreus 12:6-13); às vezes, não. Mas sempre são oportunidades para crescer (Tiago 1:2-4), e convites para adorar a Deus (Tiago 5:13; Jó 1:20).

seja o Deus de Sadraque, Mesaque e Abednego,

“Falou Nabucodonosor, dizendo: Bendito seja o Deus de Sadraque, Mesaque e Abednego, que enviou o seu anjo, e livrou os seus servos, que confiaram nele, pois violaram a palavra do rei, preferindo entregar os seus corpos, para que não servissem nem adorassem algum outro deus, senão o seu Deus.”
Introdução
Muita pregação sobre a fé, santificação, lealdade às Escrituras, o estado eterno no inferno ou no céu ... Nada ruim com essas pregações, pois, para pregar todo o conselho de Deus, é necessário abordar uma grande variedade de assuntos. Todavia, muito pouco se ouve sobre o corpo.
O Reino de Deus não é deste mundo (Jo 18.36) e pode ser dito que é espiritual - Rm 14.17: “Porque o reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo.”; I Co 4.20: “Porque o reino de Deus não consiste em palavras, mas em poder.”
Mas, mesmo assim, o corpo é muitíssimo importante em nosso serviço a Deus. Em nosso texto, foi o uso do corpo que foi a grande testemunha da fé que convenceu o Rei Nabucodonosor, um pagão, do Deus Verdadeiro.
I. A Importância do Corpo ao Mundo – Exaltação da Carne
Não é segredo que o corpo é adorado pelo mundo: I Jo 2.16, “Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo.”
Quando o povo de Deus, recém liberto da servidão do Egito, duvidava do Deus verdadeiro, fizeram logo um deus em imagem de bezerro, e logo começaram a saciar os desejos da carne: Ex 32.4-6, 25.
A Tatuagem, o body-piercing, a moda, a escultura que exalta o corpo, a pornografia, a fornicação, ... revela o tanto que o corpo importa ao mundo.
Se quiser comprar uma briga com a moda, enfatize o fato de que Deus cobre o corpo quando este está diante do publico.
Note como o prazer do corpo é associado com o pecado nesses versículos:
Pv 5.3: “Porque os lábios da mulher estranha destilam favos de mel, e o seu paladar é mais suave do que o azeite.”
Jz 14.3: “Porém seu pai e sua mãe lhe disseram: Não há, porventura, mulher entre as filhas de teus irmãos, nem entre todo o meu povo, para que tu vás tomar mulher dos filisteus, daqueles incircuncisos? E disse Sansão a seu pai: Toma-me esta, porque ela agrada aos meus olhos.”
Is 3.16-24: “Diz ainda mais o SENHOR: Porquanto as filhas de Sião se exaltam, e andam com o pescoço erguido, lançando olhares impudentes; e quando andam, caminham afetadamente, fazendo um tilintar com os seus pés; 17 Portanto o Senhor fará tinhoso o alto da cabeça das filhas de Sião, e o SENHOR porá a descoberto a sua nudez, 18 Naquele dia tirará o Senhor os ornamentos dos pés, e as toucas, e adornos em forma de lua,19 Os pendentes, e os braceletes, as estolas,20 Os gorros, e os ornamentos das pernas, e os cintos e as caixinhas de perfumes, e os brincos,21 Os anéis, e as jóias do nariz,22 Os vestidos de festa, e os mantos, e os xales, e as bolsas.23 Os espelhos, e o linho finíssimo, e os turbantes, e os véus.24 E será que em lugar de perfume haverá mau cheiro; e por cinto uma corda; e em lugar de encrespadura de cabelos, calvície; e em lugar de veste luxuosa, pano de saco; e queimadura em lugar de formosura”
Se duvidar que o prazer do corpo é importante para o mundo, cubra-o modestamente com pudor e decência e verá como é ser desprezado pelo mundo.
II. A Importância do Corpo A Deus – Deus Exalta o Homem Novo
Não podemos servir ao Senhor sem cuidar do corpo:
Rm 12.1: “Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional.”
I Co 6.13-20: “Os alimentos são para o estômago e o estômago para os alimentos; Deus, porém, aniquilará tanto um como os outros. Mas o corpo não é para a prostituição, senão para o Senhor, e o Senhor para o corpo. 14 Ora, Deus, que também ressuscitou o Senhor, nos ressuscitará a nós pelo seu poder. 15 Não sabeis vós que os vossos corpos são membros de Cristo? Tomarei, pois, os membros de Cristo, e fá-los-ei membros de uma meretriz? Não, por certo. 16 Ou não sabeis que o que se ajunta com a meretriz, faz-se um corpo com ela? Porque serão, disse, dois numa só carne. 17 Mas o que se ajunta com o Senhor é um mesmo espírito. 18 Fugi da prostituição. Todo o pecado que o homem comete é fora do corpo; mas o que se prostitui peca contra o seu próprio corpo. 19 Ou não sabeis que o vosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus, e que não sois de vós mesmos? 20 Porque fostes comprados por bom preço; glorificai, pois, a Deus no vosso corpo, e no vosso espírito, os quais pertencem a Deus.”
Alvo de Paulo: Fp 1.20-27: “Segundo a minha intensa expectação e esperança, de que em nada serei confundido; antes, com toda a confiança, Cristo será, tanto agora como sempre, engrandecido no meu corpo, seja pela vida, seja pela morte. 21 Porque para mim o viver é Cristo, e o morrer é ganho. 22 Mas, se o viver na carne me der fruto da minha obra, não sei então o que deva escolher. 23 Mas de ambos os lados estou em aperto, tendo desejo de partir, e estar com Cristo, porque isto é ainda muito melhor. 24 Mas julgo mais necessário, por amor de vós, ficar na carne. 25 E, tendo esta confiança, sei que ficarei, e permanecerei com todos vós para proveito vosso e gozo da fé, 26 Para que a vossa glória cresça por mim em Cristo Jesus, pela minha nova ida a vós. 27 Somente deveis portar-vos dignamente conforme o evangelho de Cristo, para que, quer vá e vos veja, quer esteja ausente, ouça acerca de vós que estais num mesmo espírito, combatendo juntamente com o mesmo ânimo pela fé do evangelho".
Para Servir a Deus é necessário subjugar o corpo: I Co 9.24-27: “Não sabeis vós que os que correm no estádio, todos, na verdade, correm, mas um só leva o prêmio? Correi de tal maneira que o alcanceis. 25 E todo aquele que luta de tudo se abstém; eles o fazem para alcançar uma coroa corruptível; nós, porém, uma incorruptível. 26 Pois eu assim corro, não como a coisa incerta; assim combato, não como batendo no ar. 27 Antes subjugo o meu corpo, e o reduzo à servidão, para que, pregando aos outros, eu mesmo não venha de alguma maneira a ficar reprovado".
O que fazemos por meio do corpo entra no julgamento do Cristão: II Co 5.10: “Porque todos devemos comparecer ante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o que tiver feito por meio do corpo, ou bem, ou mal.”
A Igreja: O Corpo de Cristo: – I Co 10.17; 12.12
Salvação – Cristo ofereceu Seu corpo:
Hb 10.10: “Na qual vontade temos sido santificados pela oblação do corpo de Jesus Cristo, feita uma vez.”
I Pe 2.24: “Levando ele mesmo em seu corpo os nossos pecados sobre o madeiro, para que, mortos para os pecados, pudéssemos viver para a justiça; e pelas suas feridas fostes sarados.”
A Beleza para com Deus: I Pe 3.1-6: “Semelhantemente, vós, mulheres, sede sujeitas aos vossos próprios maridos; para que também, se alguns não obedecem à palavra, pelo porte de suas mulheres sejam ganhos sem palavra; 2 Considerando a vossa vida casta, em temor. 3 O enfeite delas não seja o exterior, no frisado dos cabelos, no uso de jóias de ouro, na compostura dos vestidos; 4 Mas o homem encoberto no coração; no incorruptível traje de um espírito manso e quieto, que é precioso diante de Deus. 5 Porque assim se adornavam também antigamente as santas mulheres que esperavam em Deus, e estavam sujeitas aos seus próprios maridos; 6 Como Sara obedecia a Abraão, chamando-lhe senhor; da qual vós sois filhas, fazendo o bem, e não temendo nenhum espanto.”
Resultado de usar o corpo para a glória de Deus:
Testemunha convincente aos homens e a glória dada a Deus: Dn 3.28´: “Falou Nabucodonosor, dizendo: Bendito seja o Deus de Sadraque, Mesaque e Abednego, que enviou o seu anjo, e livrou os seus servos, que confiaram nele, pois violaram a palavra do rei, preferindo entregar os seus corpos, para que não servissem nem adorassem algum outro deus, senão o seu Deus.”
Maridos Convertidos: I Pe 3.1-2: “Semelhantemente, vós, mulheres, sede sujeitas aos vossos próprios maridos; para que também, se alguns não obedecem à palavra, pelo porte de suas mulheres sejam ganhos sem palavra; 2 Considerando a vossa vida casta, em temor.”
Conformidade à imagem de Cristo: I Pe 2.19-21: “Porque é coisa agradável, que alguém, por causa da consciência para com Deus, sofra agravos, padecendo injustamente. 20 Porque, que glória será essa, se, pecando, sois esbofeteados e sofreis? Mas se, fazendo o bem, sois afligidos e o sofreis, isso é agradável a Deus. 21 Porque para isto sois chamados; pois também Cristo padeceu por nós, deixando-nos o exemplo, para que sigais as suas pisadas.”
Conclusões
Rm 6.16: “Não sabeis vós que a quem vos apresentardes por servos para lhe obedecer, sois servos daquele a quem obedeceis, ou do pecado para a morte, ou da obediência para a justiça?”
A quem você serve? A qualquer deus ou ao Deus Vivo e Verdadeiro?
A Quem, então, você entrega o seu corpo?

o que o amor verdadeiro significa pra mim ?

Eu finalmente entendi o que o amor verdadeiro significa. O amor significa você se importar mais com a felicidade de outra pessoa do que pela sua própria felicidade, não importa o sofrimento que cause as escolhas que você deva fazer.

Como Voltar para Deus?

Para   nos reconciliar  com Deus, é imprescindível um coração arrependido que deseje, acima de tudo, estar em comunhão com o Senhor (veja os comentários sobre Salmo 51 no artigo anterior – Quero Voltar para Deus). Mas o desejo do coração precisa ser demonstrado. É necessário agir para nos aproximar de Deus. Neste artigo, vamos considerar a importância da nossa ação e algumas coisas que precisamos fazer para voltar ao Senhor.
Levantar e Ir
Quando Jesus enfrentou a auto-justiça e falta de compaixão dos fariseus e escribas, ele contou uma série de parábolas sobre perdidos e achados (Lucas 15). Da terceira destas parábolas, geralmente conhecida como a Parábola do Filho Pródigo, aprendemos algumas lições importantes sobre como voltar para a casa do nosso Pai. Nesta história, um filho ingrato pediu a sua herança (enquanto seu pai ainda estava vivo!) e saiu de casa. Gastou o seu dinheiro numa vida de libertinagem e logo se encontrou passando fome numa terra estranha (Lucas 15:11-16). Ele chegou ao fundo do poço, e representa a situação de cada um de nós quando nos entregamos ao pecado. Quando abandonamos o Pai que nos criou e que nos ama e usamos os nossos recursos – tempo, dinheiro, energia, a própria vida – no pecado, fazemos a mesma coisa que o filho rebelde fez. Vivemos desperdiçando no pecado as coisas boas que recebemos do Pai. Reconhecendo ou não a nossa condição espiritual, chegamos ao fundo do poço do pecado.
O filho reconheceu o seu problema, e viu que não era necessário sofrer tanto. Ele lembrou da bondade de seu pai: “ Então, caindo em si, disse: Quantos trabalhadores de meu pai têm pão com fartura, e eu aqui morro de fome!” (Lucas 15:17). Antes de voltar para Deus, precisamos chegar ao ponto de compreender que a vida com ele é muito melhor do que a vida no mundo do pecado. Este entendimento pode vir por meio de sofrimento e conseqüências que o pecado traz na nossa vida, ou pode vir por cansar da futilidade de prazeres que nunca satisfazem as nossas necessidades reais. Antes de voltar para Deus, temos de perceber que estamos afastados dele.
Ele decidiu agir em humildade. Uma vez que encarou o seu problema, o filho se arrependeu; ele decidiu mudar. Disse consigo: “Levantar-me-ei, e irei ter com o meu pai, e lhe direi: Pai, pequei contra o céu e diante de ti; já não sou digno de ser chamado teu filho; trata-me como um dos teus trabalhadores” (Lucas 15:18-19). Nós precisamos da mesma atitude do arrependimento para chegar ao Senhor. Primeiro, decidamos agir – “levantar-me-ei”. Segundo, busquemos a Deus com humildade – ”já não sou digno”. A pessoa que se acha digna e merecedora da salvação jamais chegará a Deus (Romanos 10:3; Efésios 2:8-9).
O filho arrependido agiu, e voltou para o Pai. É importante reconhecer o problema e decidir como agir, mas precisa seguir o plano. Muitas pessoas lamentam sua situação no pecado e até prometem voltar para Deus, mas continuam dia após dia sem fazer nada. O filho rebelde fez o que falou: “E, levantando-se, foi para seu pai. Vinha ele ainda longe, quando seu pai o avistou, e, compadecido dele, correndo, o abraçou, e beijou. E o filho lhe disse: Pai, pequei contra o céu e diante de ti; já não sou digno de ser chamado teu filho” (Lucas 15:20-21). Não é fácil nos humilhar para admitir o nosso pecado e nos entregar à misericórdia de Deus. O orgulho humano luta contra este desejo de nos reconciliar com o Pai. Mas a nossa salvação e a nossa esperança eterna dependem de Deus, e da nossa decisão de nos submeter a ele.
Quando o filho rebelde voltou, ninguém tomou a decisão por ele. Ele não foi induzido ou levado por outros. Este filho tomou a sua própria decisão e se reconciliou com seu pai. Observamos, também, que ninguém impediu a salvação dele. Mesmo o irmão mais velho, que não o aceitou bem, não foi capaz de manter este homem afastado de seu pai. Da mesma forma, a decisão sobre a nossa salvação é nossa. Ninguém nos força a voltarmos para Deus, e ninguém é capaz de impedir a nossa reconciliação com o Pai. Nós decidimos buscar a Deus ou não. Queremos, mais do que qualquer outra coisa, estar em comunhão com Deus?
Duas Situações Diferentes
Quem precisa se reconciliar com Deus? Há duas situações em que precisamos voltar para Deus: ➊ O pecador que nunca se converteu a Cristo, e ➋ O cristão desviado – aquele que começou a andar com Deus e desviou. Vamos ver o que cada pessoa precisa fazer.
O Pecador Que Ainda Não Converteu-se
Jesus enviou os apóstolos ao mundo para pregar a mensagem da reconciliação. “E disse-lhes: Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura” (Marcos 16:15). A palavra que eles falaram e escreveram tinha um propósito fundamental: “Estes, porém, foram registrados para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome” (João 20:31). Para reconciliar-se com Deus, o pecador que ouve a mensagem de Cristo precisa reagir. É necessário:
    ● Crer em Jesus. “De fato, sem fé é impossível agradar a Deus, porquanto é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe e que se torna galardoador dos que o buscam.” (Hebreus 11:6). Jesus disse: “Porque, se não crerdes que EU SOU, morrereis nos vossos pecados” (João 8:24).
    Confessar a fé em Jesus. A fé verdadeira nos leva, naturalmente, à confissão aberta. Paulo escreveu: “Porque com o coração se crê para justiça e com a boca se confessa a respeito da salvação” (Romanos 10:10). Jesus disse: “Portanto, todo aquele que me confessar diante dos homens, também eu o confessarei diante de meu Pai, que está nos céus; mas aquele que me negar diante dos homens, também eu o negarei diante de meu Pai, que está nos céus” (Mateus 10:32-33).
    Arrepender-se dos pecados. Foi o pecado que nos afastou de Deus, e o arrependimento do pecado é uma das condições para nos reconciliar com o Senhor. Jesus disse: “Se, porém, não vos arrependerdes, todos igualmente perecereis” (Lucas 13:3,5). Pedro pregou a mesma mensagem ao povo de Jerusalém: “Arrependei-vos, pois, e convertei-vos para serem cancelados os vossos pecados” (Atos 3:19).
    Ser batizado para remissão dos pecados. Para chegar à comunhão com o Senhor, precisamos ser batizados. Jesus disse: “Quem crer e for batizado será salvo” (Marcos 16:16). Pedro respondeu a pergunta dos judeus perdidos no Dia de Pentecostes com estas instruções: “Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para remissão dos vossos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo” (Atos 2:38). Três dias depois de encontrar Jesus no caminho para Damasco, Saulo permanecia no pecado e precisava do perdão de Deus. Ananias o instruiu: “Levanta-te, recebe o batismo e lava os teus pecados” (Atos 22:16). O mesmo Saulo (mais conhecido como Paulo) afirmou que o batismo é o sepultamento que precede a nova vida (Romanos 6:3-4). Também disse que é pelo batismo que entramos em Cristo (Gálatas 3:27). O próprio Jesus disse que o batismo nos conduz à comunhão com o Pai, o Filho e o Espírito Santo (Mateus 28:19).
O Cristão que se Desviou
Uma boa parte do Novo Testamento foi escrita para ajudar os cristãos manterem-se no caminho do Senhor. Não devemos desviar, mas existe o perigo real de cair na tentação e se afastar novamente de Deus. Pedro disse que é pior para o cristão voltar para o pecado do que nunca ter-se convertido (2 Pedro 2:20-22). Tiago disse: “Meus irmãos, se algum entre vós se desviar da verdade, e alguém o converter, sabei que aquele que converte o pecador do seu caminho errado salvará da morte a alma dele e cobrirá multidão de pecados” (Tiago 5:19-20).
Ese isso acontecer comigo, o que eu preciso fazer? Preciso ser batizado novamente cada vez que tropeço? Não! Veremos o que as Escrituras dizem, usando o exemplo de um discípulo em Samaria que caiu. Simão creu e foi batizado (Atos 8:13) e, em seguida, caiu no pecado. Juntando as informações do caso dele e alguns outros trechos, aprendemos que:
    O pecado do cristão o condena. Pedro disse que Simão estava no “laço da iniqüidade” (Atos 8:23).
    O cristão que peca precisa se arrepender. Pedro lhe disse: “Arrepende-te” (Atos 8:22).
    O discípulo que peca precisa orar e pedir perdão. Pedro disse a Simão: “Roga ao Senhor; talvez te seja perdoado o intento do coração” (Atos 8:22).
    Quando o cristão confessa seus pecados, Deus os perdoa (1 João 1:7 - 2:2).
    Quando temos pecado contra outras pessoas, devemos confessar e pedir perdão a elas (Mateus 18:15-17; Lucas 17:3-4; Tiago 5:16).
Vamos Voltar!
Todos nós pecamos. Deus é misericordioso e quer nos perdoar. Cabe a nós aceitarmos os termos dele para alcançar a bênção da vida eterna na presença do nosso Senhor!